JBO testa serviço oferecido pela Prefeitura; não funcionou ontem

Serviço no papel
Reprodução

Para alertar a população a respeito das medidas que devem ser tomadas em caso da apresentação de sintomas do Covid-19, a secretaria municipal de Saúde de Ilhéus liberou duas formas de contato: pelo whatsApp (98866-4656) e um número para ligações de celular (98837-9911).

A reportagem do Jornal Bahia Online resolveu testar o serviço. Ontem, durante a tarde e à noite, foram várias as tentativas (12 para ser mais exato). Sem sucesso. Não houve resposta. A curiosidade partiu após uma ilheense ter acionado o serviço para saber que procedimentos deveria tomar em caso de contato com uma pessoa portadora do vírus. Pergunta, convenhamos, que aguça a curiosidade de todos neste momento.

Com a informação de que "a vigilância em saúde vai até você", o objetivo da medida é, para além de tirar dúvidas, oferecer o serviço do Samu em caso de necessidade de encaminhamento para unidades hospitalares. 

Também chama a atenção o fato de até o momento o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, que é médico, não ter assinado nenhum decreto proibindo aglomerações em atos públicos ou fechados na cidade. Esta medida já foi tomada pelo prefeito vizinho, Fernando Gomes.

Ao contrário, o governo de Ilhéus marcou para hoje uma Entrevista Coletiva no Palácio Paranaguá. Vai reunir pessoas, aglomerar numa sala, para falar sobre o tema em um ambiente fechado, algo, convenhamos, condenável neste momento.

Hospital Costa do Cacau

A Comissão de Operações de Emergência para COVID-19 do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, traçou uma estratégia para o enfrentamento do novo coronavírus. O planejamento para o acolhimento do paciente com suspeita da doença atenderá um fluxograma elaborado para recepção do enfermo e seus cuidados, além da precaução da não transmissibilidade do vírus em ambiente hospitalar.

O paciente que chegar ao hospital, apresentando febre e com sintomas respiratórios, receberá uma máscara cirúrgica, no intuito de que seja evitado ou minimizado os riscos de transmissão de um possível novo coronavírus.

De acordo com Gustavo Cunha, médico infectologista do HRCC, a partir do acolhimento o paciente será avaliado e a depender do quadro clínico apresentado algumas medidas serão adotadas. “Caso o paciente apresente um quadro leve, logicamente ele será medicado e vai voltar para casa, se for um caso suspeito de COVID-19 será orientado a ficar em isolamento domiciliar para evitar que passe o vírus para outras pessoas”, relatou.

O médico disse que em quadro moderado ou grave, o paciente será internado na unidade e permanecerá isolado para que se evite o risco de contágio. “Casos mais agravados, com síndrome respiratória aguda, faz-se necessário o suporte ventilatório.  Os casos mais leves tratamos com hidratação, uso de analgésicos e antitérmicos, até que haja uma remissão total dos sintomas no paciente”, esclareceu o infectologista.